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COMO OS GÊMEOS DIGITAIS IRÃO REVOLUCIONAR A GESTÃO DAS CIDADES.
COMO OS GÊMEOS DIGITAIS IRÃO REVOLUCIONAR A GESTÃO DAS CIDADES.

O fenômeno mundial da digitalização está revolucionando a forma de gerir processos, modelos de negócios, empresas, governos e tornou-se parte essencial do setor da gestão das cidades gerando impactos na vida de bilhões de pessoas que vivem nas cidades. Além dos diversos aplicativos que apoiam a interação da população com os governos, infraestruturas de sensores e câmeras existentes, a união dos mundos físicos e digitais está possibilitado o acesso a informações importantes e confiáveis que podem ajudar nas etapas de planejamento, projeto, operações e manutenção de ativos de infraestrutura.

Essa nova forma de pensar as cidades está ajudando as cidades na tomada de decisões reduzindo riscos financeiros deste a concepção dos projetos, etapas de construção e durante a gestão da vida útil do ativo construído. O gêmeo digital é uma réplica de um ativo físico em uma plataforma escalável que pode se conectar as soluções de IoT (Internet das coisas) e inteligência artificial para criar visualizações digitais precisas de ativos que fornecem informações em tempo real sobre o status de um projeto e dados operacionais de ativos.

Segundo dados do departamento de assuntos econômicos e sociais das Nações Unidas a população mundial poderá crescer em até 2,5 bilhões nas regiões urbanas nas próximas 03 décadas. Para atender esta demanda será necessário construir o equivalente a 10 mil novas cidades até 2050. Diante deste aumento crescente da população mundial a solução do gêmeo digital poderá ser um facilitador para mitigar os problemas gerados pelo aumento desordenado das pessoas nas cidades. Somados à esta demanda do crescimento populacional, temos um cenário em que arquitetos, projetistas, construtoras e governos utilizam dezenas de ferramentas e soluções desconectadas em projetos gerando perdas financeiras bilionárias além de aditivos de custos não previstos durante a construção e manutenção dos ativos das cidades. Outro dado do Gartner reforça a necessidade do uso desta tecnologia: Segundo este instituto, até 2021, metade das grandes empresas industriais usarão gêmeos digitais reduzindo em até 25% seus custos operacionais.

Ao ampliarmos este conceito do gêmeo digital para a cidade, poderemos ter muitas possibilidades de simulações de cenários avaliando os impactos dos projetos na infraestrutura urbana, planejamento de tráfego, impacto ambiental, inundações, dentre outras demandas. Este conjunto de dados urbanos podem apoiar projetos de zoneamento urbano, licenciamento de projetos e conectar com aplicativos de Inteligência Artificial garantindo que estes dados gerem novas descobertas sobre a melhor forma de gerir estes ativos e projetos da cidade.

No Brasil temos o exemplo do projeto da INFRAERO (Aeroporto digital de Londrina), desenvolvido com tecnologias da empresa Bentley Systems, líder global de soluções de software para engenheiros, arquitetos, construtores e operadores de infraestrutura, que foi premiado internacionalmente ano passado como caso de sucesso de gêmeo digital. Este projeto teve como objetivo a integração da gestão de todos os setores do aeroporto através de um modelo virtual: áreas comerciais, operacionais, de engenharia, manutenção e segurança interconectadas. O aeroporto de Londrina foi o escolhido como primeiro piloto para a realização dessa experiência que deverá ser ampliada para vários aeroportos do Brasil. Este projeto estimou uma economia de até R$ 540.000/ano com gestão de informações e o aumento da rentabilidade comercial, diminuição de paradas de equipamentos etc. Outros benefícios observados são a diminuição dos custos de manutenção e o aprimoramento da operação aeroportuária.

Analisando estes exemplos, podemos afirmar que esta inovação poderá ajudar o mercado de AEC e governos a monitorar a infraestrutura existente simulando os efeitos destes ativos, o que permitirá aos planejadores e engenheiros o aprimoramento de seus projetos. Um exemplo disso é a simulação da construção de uma nova estação de metrô em um determinado bairro ou a construção de um novo shopping e seus impactos no trânsito do seu entorno. Atualmente estes projetos podem ser geridos por órgãos municipais, projetistas e construtoras diferentes com informações desconectadas e podem gerar uma série de problemas e aumento de custos durante a construção e manutenção destes ativos.

Além de todos os benefícios citados, os gêmeos digitais combinam inteligência em tempo real com análise espacial permitindo que os gestores entendam melhor o funcionamento de seus ativos e a previsão do desempenho futuro. Eles permitem a visualização imersiva e a visibilidade analítica dos resultados que darão suporte à tomada de decisão. Os gêmeos digitais também permitem o gerenciamento de ativos, manutenção e análise da causa raiz dos problemas. Isso ajuda a otimizar os custos do ciclo de vida dos ativos e estender a vida útil da infraestrutura priorizando projetos mais importantes e estratégicos.

Os benefícios do uso desta tecnologia serão enormes e poderão apoiar os serviços públicos a obter o máximo de seus ativos existentes acessando dados atualmente isolados e desconectados tendo por finalidade principal o fornecimento de serviços seguros, com menores custos, confiáveis ​​e eficientes para a população. Importante mencionar que o conceito de cidades inteligentes vai muito além da transição digital da cidade. As transformações mais importantes estão relacionadas à questões de sustentabilidade, resiliência, segurança, melhoria da mobilidade e repensarmos a própria condição humana nas cidades.

Face ao que foi dito, gêmeos digitais devem ser utilizados cada vez nos projetos de infraestruturas das cidades para melhorar a gestão e o retorno de investimento em projetos. No entanto, será necessária uma convergência entre as tecnologias de engenharias, operações e tecnologias da informação das cidades para criar um ambiente de dados conectado que permita aos gêmeos digitais a criação de uma infraestrutura digital verdadeiramente inteligente e conectada. Desta forma haverá fluxos de trabalho, processos e dados conectados aos modelos reais.

Narcélio Monte CEO – Chief Executive Office – DATACities MBA em Gestão de Empresas (Fundação Dom Cabral-MG) / MBA em Gestão de Tecnologia da Informação e Negócios (COOPEAD/UFRJ).

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